As campanhas Demand Gen são hoje o tipo central de publicidade visual e de engagement do Google Ads. Substituíram as antigas campanhas Discovery (migração obrigatória concluída em março de 2024) e, desde julho de 2025, absorveram também as Video Action Campaigns. Na prática, é aqui que vive a publicidade em YouTube, Discover feed, Gmail e Google Maps.
Ao contrário da pesquisa, que responde a uma intenção já existente, as campanhas Demand Gen servem para gerar procura antes de o utilizador pesquisar. Alcançam novos públicos em superfícies visuais e apelativas, gerando interesse no meio do funil, quando a pessoa ainda está a descobrir que tem um problema para resolver.
São alimentadas pela IA do Google, que combina os dados da campanha com os sinais de intenção e interesse dos utilizadores para encontrar novos consumidores semelhantes aos que já interagiram com a marca.
Demand Gen serve B2B e B2C, mas em B2B há um cuidado a ter na leitura das métricas. Estas colocações têm, por natureza, uma taxa de cliques mais baixa do que a pesquisa. Uma CTR menor não significa campanha má, significa um contexto diferente (o utilizador não estava a pesquisar, foi captado). O que interessa avaliar é o contributo para o pipeline, não o clique isolado. Por isso a Demand Gen só faz sentido quando está ligada ao CRM e à atribuição de receita.
Tratamos o Paid Media como uma camada do sistema, não como um serviço avulso. No âmbito da Demand Generation e do Paid Media, ligamos as campanhas Demand Gen ao CRM, para medir o que geram em pipeline e não apenas em cliques. Anunciar para gerar procura sem ligar à receita é gastar sem saber o retorno.
Se investes em Google Ads mas não consegues dizer que pipeline cada campanha gera, estás a otimizar métricas erradas. O Diagnóstico mostra a diferença.
Referências - Google, novas campanhas com IA para gerar procura