Poucos termos foram tão mal usados como "growth hacking". Ficou associado a truques e atalhos, quando é o oposto: um método de experimentação estruturada e orientada a dados para encontrar as alavancas que fazem um negócio crescer. Não é milagre nem é rápido. Em B2B, onde os ciclos são longos e cada conta vale muito, essa disciplina tem uma vantagem clara sobre o marketing tradicional: cresce com menos desperdício, porque investe onde os dados já deram sinal.
O conceito foi popularizado por Sean Ellis para descrever a forma como fez crescer várias empresas de tecnologia. A ideia central: as equipas de marketing tradicionais não estavam preparadas para o ritmo de crescimento dessas empresas, e era preciso uma abordagem mais experimental, mais próxima do produto e dos dados.
Growth hacking não é uma tática, é um sistema de trabalho assente em três movimentos:
A diferença entre isto e "fazer campanhas" está aqui: não se trata de executar mais, trata-se de descobrir o que move o negócio e concentrar o esforço aí.
Experimentar não é apostar. Cada hipótese parte de dados, é testada de forma controlada e só escala quando o resultado se confirma. Fazer isto bem exige o que raramente anda junto: conhecimento de marketing, à-vontade com dados, entendimento de processo e leitura do comportamento do comprador. E exige um sistema por baixo que permita medir cada experiência com rigor. Sem dados fiáveis, "growth hacking" é só uma palavra bonita para gastar dinheiro depressa.
No nosso modelo de Revenue Operations, a experimentação é estruturada e ligada ao Sales Engine e à Demand Generation: hipóteses com objetivo claro, instrumentadas no CRM, medidas e escaladas quando resultam. O crescimento deixa de depender de sorte e passa a depender de método.
Se sentes que investes em marketing e vendas sem saber o que realmente puxa o crescimento, o problema não é falta de ideias, é falta de um sistema que as teste. Vê onde estás no Diagnóstico.