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Growth hacking para B2B: como funciona e vantagens reais

Written by Rui Martins | 29 de August de 2022

Poucos termos foram tão mal usados como "growth hacking". Ficou associado a truques e atalhos, quando é o oposto: um método de experimentação estruturada e orientada a dados para encontrar as alavancas que fazem um negócio crescer. Não é milagre nem é rápido. Em B2B, onde os ciclos são longos e cada conta vale muito, essa disciplina tem uma vantagem clara sobre o marketing tradicional: cresce com menos desperdício, porque investe onde os dados já deram sinal.

De onde vem o termo

O conceito foi popularizado por Sean Ellis para descrever a forma como fez crescer várias empresas de tecnologia. A ideia central: as equipas de marketing tradicionais não estavam preparadas para o ritmo de crescimento dessas empresas, e era preciso uma abordagem mais experimental, mais próxima do produto e dos dados.

Como funciona: três movimentos que se repetem

Growth hacking não é uma tática, é um sistema de trabalho assente em três movimentos:

  • Encontrar a alavanca. Analisar o negócio a fundo para identificar onde um pequeno esforço pode gerar crescimento desproporcional (um passo do funil, um ponto de fricção, um canal subexplorado).
  • Formular e testar hipóteses. Criar experiências rápidas para validar ou descartar cada oportunidade, sem investir a fundo antes de haver sinal.
  • Escalar o que resulta. Pegar no que os dados confirmam e torná-lo sistemático e repetível.

A diferença entre isto e "fazer campanhas" está aqui: não se trata de executar mais, trata-se de descobrir o que move o negócio e concentrar o esforço aí.

As vantagens reais em B2B

  • Melhores resultados com menos custo. A aposta é comunicação direta, diferenciada e orientada a dados, em vez de campanhas de massa. Cada investimento justifica-se com análise, não com intuição, e para-se de gastar no que não converte.
  • Uma forma de pensar, não um truque. É sobretudo um mindset: fazer mais com menos, questionar o que se dá por garantido e aplicar a mesma disciplina de experimentação a SEO, paid media, conteúdo ou vendas.
  • Serve para crescer e para reter. A lógica que conquista contas serve para as manter. Em B2B, onde retenção e expansão pesam tanto como a aquisição, otimizar a experiência ao longo da relação é muitas vezes o crescimento mais barato que existe.

O que separa growth hacking de arriscar à sorte

Experimentar não é apostar. Cada hipótese parte de dados, é testada de forma controlada e só escala quando o resultado se confirma. Fazer isto bem exige o que raramente anda junto: conhecimento de marketing, à-vontade com dados, entendimento de processo e leitura do comportamento do comprador. E exige um sistema por baixo que permita medir cada experiência com rigor. Sem dados fiáveis, "growth hacking" é só uma palavra bonita para gastar dinheiro depressa.

Como a SmartLinks aplica isto

No nosso modelo de Revenue Operations, a experimentação é estruturada e ligada ao Sales Engine e à Demand Generation: hipóteses com objetivo claro, instrumentadas no CRM, medidas e escaladas quando resultam. O crescimento deixa de depender de sorte e passa a depender de método.

Se sentes que investes em marketing e vendas sem saber o que realmente puxa o crescimento, o problema não é falta de ideias, é falta de um sistema que as teste. Vê onde estás no Diagnóstico.