Os ChatGPT Ads começaram a chegar a Portugal e, na SmartLinks, já estamos a preparar as primeiras campanhas para diferentes entidades, incluindo turismo e hotelaria.
Para quem lidera uma empresa, uma equipa de marketing ou uma direção comercial, isto não é apenas mais uma novidade de plataforma. É a possibilidade de chegar ao potencial cliente enquanto ele ainda está a perceber o problema, a comparar alternativas e a decidir em quem pode confiar.
O acesso ainda parece estar a ser aberto de forma gradual. Nem todas as contas terão necessariamente as mesmas opções ao mesmo tempo. Mas uma coisa mudou: os anúncios no ChatGPT deixaram de ser uma hipótese distante e passaram a ser um canal que já podemos testar.
Não sabemos ainda se vai ser o próximo grande canal de aquisição. E, honestamente, ninguém sabe. É precisamente por isso que esta fase é interessante.
Durante anos, a publicidade digital viveu sobretudo entre pesquisa, redes sociais e vídeo. O Google apanha uma intenção expressa numa pesquisa. O Meta e o LinkedIn ajudam a criar procura e a manter uma marca presente ao longo do tempo.
O ChatGPT introduz outro contexto: uma conversa em que a pessoa explica o problema, acrescenta restrições, compara alternativas e vai afinando uma decisão.
A diferença não é apenas o formato do anúncio. É o momento em que a marca pode aparecer.
Não significa que os ChatGPT Ads substituam Google Ads, Meta Ads ou LinkedIn Ads. Significa que pode existir um novo ponto de contacto dentro da jornada, próximo do momento em que alguém está a tentar perceber o que deve fazer a seguir.
Uma pesquisa por “hotel no Douro” diz alguma coisa. Uma conversa em que alguém explica que procura um hotel no Douro para um fim de semana a dois, com spa, boa comida e um determinado orçamento, diz bastante mais.
É aqui que a coisa fica interessante.
Quando alguém usa o ChatGPT para explorar opções, normalmente não está apenas a navegar. Está a organizar informação, a definir preferências e, muitas vezes, a preparar uma decisão.
Para uma marca, a oportunidade não é simplesmente “aparecer no ChatGPT”. É conseguir ser relevante naquele contexto, com uma mensagem e uma oferta que façam sentido para aquilo que a pessoa está a tentar resolver.
Foi o exemplo que dei quando escrevi sobre a chegada dos ChatGPT Ads a Portugal:
Estas perguntas acontecem antes da reserva. O viajante ainda está a decidir o destino, o tipo de experiência e as opções que vale a pena considerar.
Para hotéis, grupos hoteleiros e operadores turísticos, isto pode representar um novo ponto de contacto durante o planeamento da viagem. Não para interromper a conversa com uma mensagem genérica, mas para apresentar uma oferta relevante no momento certo.
O mesmo raciocínio aplica-se a outros setores em que o cliente pesquisa, compara e pondera antes de comprar: tecnologia, serviços B2B, educação, imobiliário, saúde privada ou produtos de maior valor.
Os ChatGPT Ads não vão ter o mesmo valor para todas as empresas. Nesta fase, vejo mais potencial em produtos e serviços que implicam alguma ponderação antes da compra.
Faz especialmente sentido olhar para este canal quando:
Isto inclui muitos negócios B2B, tecnologia, serviços profissionais, educação, imobiliário, saúde privada, turismo e hotelaria. São áreas em que o potencial cliente raramente compra por impulso. Faz perguntas, procura referências e tenta reduzir o risco da decisão.
Para diretores de marketing e vendas que gostam de estar na vanguarda, a oportunidade não é estar em todas as plataformas. É testar uma hipótese antes dos concorrentes, aprender depressa e decidir com dados próprios.
Quando aparece um canal novo, é fácil cair num de dois extremos: tratá-lo como a próxima grande revolução ou esperar até estar completamente maduro.
Prefiro uma terceira opção: testar cedo, mas com critério.
A vantagem temporal não está apenas em ser uma das primeiras marcas presentes. Está em começar a responder a perguntas que os concorrentes ainda nem estão a fazer:
Quem começa agora pode construir referências próprias antes de o canal ganhar escala. E dados próprios valem mais do que opiniões sobre o que o ChatGPT Ads poderá vir a ser.
Um teste não deve começar pela plataforma. Deve começar pelo resultado que queremos produzir.
Na prática, há cinco decisões que precisam de estar claras:
É a mesma lógica que usamos em paid media: qualidade de tráfego antes de volume e atribuição antes de escala. Um canal novo não elimina as regras do marketing de performance. Torna-as ainda mais importantes.
Há também uma ligação importante entre presença paga e presença orgânica nos motores de IA.
Uma marca pode anunciar e, ao mesmo tempo, não ter conteúdo suficientemente claro para ser compreendida, citada ou considerada fora do anúncio. Por isso, a discussão sobre ChatGPT Ads deve estar ligada ao trabalho de SEO e AEO, à qualidade do site, às páginas de destino e ao sistema de medição.
O anúncio pode abrir a porta. O resto do sistema tem de saber receber, converter e acompanhar a oportunidade.
É também por isso que não vemos este canal como uma ação isolada. Vemo-lo como mais uma camada numa estratégia de geração de procura.
Na SmartLinks, já estamos a desenvolver as primeiras campanhas de ChatGPT Ads para diferentes entidades, incluindo projetos de turismo e hotelaria.
O objetivo não é correr atrás da novidade. É perceber, com campanhas reais, se este novo ponto de contacto gera procura qualificada e contribui para resultados concretos.
O critério será o mesmo que aplicamos aos restantes canais: perceber o que produz, quanto custa e se faz sentido para o negócio.
Se funcionar, escalamos. Se não funcionar, aprendemos cedo e ajustamos. É para isso que serve um teste.
O acesso começou a ser disponibilizado em Portugal e já existem contas com capacidade para preparar campanhas. O rollout aparenta ser gradual, pelo que a disponibilidade pode variar entre anunciantes.
Não. Acrescentam um novo ponto de contacto à jornada. A decisão deve ser feita em função do público, do objetivo e dos resultados de cada canal, e não pela novidade da plataforma.
Faz sentido quando existe um objetivo claro, uma oferta relevante, uma página de destino adequada e medição. Sem estas condições, entrar cedo apenas permite desperdiçar orçamento mais cedo.
Começa por perceber onde o novo canal pode encaixar na jornada do teu cliente e que resultado teria de produzir para justificar o investimento. O Diagnóstico SmartBOP ajuda a avaliar essa oportunidade dentro do sistema completo de marketing e vendas.
Se lideras uma empresa, uma equipa de marketing ou uma direção comercial e queres perceber se vale a pena testar ChatGPT Ads em Portugal, fala connosco. Estamos já a trabalhar nos primeiros casos e podemos ajudar a estruturar um teste com objetivo, medição e critérios de decisão definidos desde o início.